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O portal de entrada da Amazônia
O Amazonas é o mais amazônico de todos os Estados que
formam a região mais cobiçadado planeta: a Floresta Amazônica.
Riquezas naturais, a majestosa fauna e flora, o Festival Folclórico do
Boi-Bumbá em Parintins (ilha nas margens do Rio Amazonas), o encontro
dos rios que não se misturam, o pico mais alto do Brasil e o maior arquipélago
do mundo formam o conjunto de atrativos do Amazonas.
O Amazonas é o maior Estado do Brasil. Possui 1,5 milhão de quilômetros
quadrados, ocupando mais de 18% do seu território. Somente áreas
protegidas por leis federais e estaduais, como parques e reservas florestais,
eqüivalem ao dobro de Portugal; cinco vezes maior que a Suíça
e vinte vezes o tamanho do Líbano.
O maior zoológico sem grades do mundo
Em se tratando de Amazônia, os números são grandes. Os cientistas
dizem que, num espaço de vinte centímetros quadrados, por exemplo,
podem ser encontrados até 1,5 mil espécies vegetais e animais
diferentes, somando-se fungos e microorganismos.
Projeções apontam que cerca de 2 milhões de espécies
tenham o seu habitat na região. A variedade da flora amazônica
concentra-se basicamente nas espécies cujo habitat é composto
pelas matas de igapó, matas de várzea e mata de terra-firme. Há
inúmeras espécies comestíveis, oleaginosas, medicinais,
corantes e outras raras. Das matas tropicais foram extraídas 25% de todas
as essências farmacêuticas utilizadas atualmente pela medicina.
A fauna da região também é variada nesses ecossistemas.
São roedores, felinos, aves, quelônios, primatas etc. E assim como
no reino vegetal, há muitas espécies que somente ocorrem na região.
Alguns estão em extinção, como os macacos uacari branco
(Cacajao calvus calvus) e o pequeno sauim-de-coleira (saguinus bicolor biclor)
que somente ocorre nas proximidades de Manaus.
Vitória-Régia, a flor símbolo da Amazônia
Conhecida como a "rainha dos lagos", a Vitória Régia
(Vitoria regia lindl) é uma planta que abre sua folha as águas
rasas e sem correnteza, como uma bandeja verde. Da família das Nymphaceas,
chega a medir de um a 1.8 metros de diâmetro com as margens levantadas
e espinhos na face inferior para evitar a ação predadora dos peixes.
As raízes se fixam no fundo das águas, formando um bulbo ou batata
como um tendão revestido por espinhos.
O seu nome foi dado por um naturalista inglês para homenagear a rainha
Victoria pela sua exuberância. A flor também desabrocha protegida
por espinhos e muda de cor com o tempo. No primeiro dia de abertura, os botões
são brancos até atingir a tonalidade rósea no segundo dia.
A partir do terceiro dia começa a desabrochar lentamente às 17h
e completa-se às 21 horas.
A batata é muito apreciada pelos índios e as sementes (milho d'água)
tem o sabor de milho verde e, quando não colhidas, conservam-se no humo
lamacento dos lagos durante a vazante onde germinam e crescem na enchente acompanhando
o nível das águas. No período da seca dos rios a Vitória-Régia
praticamente desaparece, restando apenas algumas pouco viçosa. No Parque
Ecológico do Janauary, próximo a Manaus, há um lago aonde
os turistas chegam através de passarelas para observação
dessas plantas, símbolos da Amazônia.
Turista aqui é "rei"
Com um serviço diferenciado, o turista que visita o Amazonas tem a oportunidade
de conhecer os mistérios da floresta tropical, com guias altamente treinados,
inclusive com cursos de especialização de sobrevivência
na selva ministrados pelo Exército Brasileiro. Eles estão aptos
a demonstrar, por exemplo, como alimentar-se na floresta sem correr riscos e
qual a diferença de um cipó venenoso de outro onde se extrai água
potável.
O turismo de natureza é o atrativo dos roteiros do Amazonas. O visitante
tem a oportunidade de conhecer, aprender e valorizar a importância da
floresta tropical e os habitantes que nela vivem, os principais responsáveis
pela sua conservação. O turismo ecológico no Estado faz
parte dos roteiros oferecidos pelas agências nos programas de barco, pernoites
em hotéis de selva e passeios pela floresta.
Hotel aqui é na selva
O Amazonas foi o pioneiro a ofertar esse tipo de hospedagem. Os alojamentos
de selva, conhecidos por "lodges" ou hotéis de selva, são
empreendimentos construídos em meio a selva ou na margem de rios ou flutuando
sobre tranqüilas águas de um lago Amazônico. Nesses locais
o visitante poderá sentir-se de fato integrado em perfeita harmonia com
o universo da floresta.
Há alojamentos com maior estrutura, como resorts espalhados em pequenos
bangalôs individuais e um salão central servindo a todos, incluindo
o restaurante.
Outros estabelecimentos não possuem energia elétrica nos locais
de dormir. Acompanham o modus vivendi de uma parte da população
amazônica dos altos rios e o visitante poderá dormir no início
da noite a luz de lamparinas e em redes cobertas por mosquiteiros. Em alguns
lodges, o turista pernoitará nessas condições com todo
o conforto, mesmo sobre uma estrutura flutuante num lago da região. O
amanhecer vem acompanhado do canto dos pássaros e da leve brisa que ainda
sopra antes dos fortes raios do sol.
Em outros hotéis de selva o turista poderá conhecer qual a sensação
de pernoitar na capa de uma árvore como um "Tarzan Amazônico"
ou dividir com os demais hóspedes, as aventuras de um programa noturno
de focagem de jacarés, cujos olhos brilham com a luz das lanternas. A
maioria dos programas compreende um pernoite e dois dias incluindo as refeições
e os passeios de canoas e na selva.
CURIOSIDADE
O nome "Amazonas" é de origem indígena, da palavra amassunu,
que quer dizer "ruído de águas, água que retumba".
Foi originalmente dado ao rio que banha o Estado pelo capitão espanhol
Francisco Orelhana, quando, ao descê-lo em todo o seu comprimento, em
1541, a certa altura encontrou uma tribo de índias guerreiras, com a
qual lutou. Associando-se às Amazonas do Termodonte, deu-lhes o mesmo
nome.
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